QUEM É O PORTO-VELHENSE?

Ricardo Rodrigues - Sobre Porto-Velhense
Ricardo Rodrigues

Sou Ricardo Rodrigues, tenho 29 anos, natural de Belém-PA, sou formado em Ciências Sociais com ênfase em Antropologia, Sociologia e Ciência Política, pela UFPa. Mestre em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente pela UNIR, Sociólogo da Defensoria Pública Federal em Rondônia e Professor da Faculdade de Rondônia. Um estudante permanente e apaixonado pela sociedade porto-velhense, por isso decidir compartilhar minhas anotações nesse portovelhando.com, assim te convido a portovelhar comigo, que no caminho te explico.

OBJETIVO DO BLOG PORTOVELHANDO

PORTOVELHANDO é um projeto que visa compreender as diversas formas como a sociedade Porto-Velhense se organiza, sua história, costumes, espaços, linguagens, desenvolvimento econômico e socioambiental. Além de indicar possibilidades de desenvolvimento local a partir do povo que aqui reside, auxiliado pela sua posição geográfica estratégica e seus recursos naturais.

QUEM É O PORTO-VELHENSE?

Karitiana-portovelhando

Então, a pergunta 1 é: “Quem é o Porto-Velhense do presente? Esse ser, é uma profusão do indígena pré-colombiano da aldeia ou da cidade presente; do beradeiro formado nas frentes da colonização ibérica-católica, que percorreu o vale do rio Madeira no século XVII-XVIII e que no presente se transformou em força produtiva rural e urbana; dos nordestinos que vieram para o inferno verde tornando-se seringueiros no século XIX; e dos soldados da borracha no século XX que a reboque trouxeram o plano ferroviário para unir a Bolívia ao Atlântico, trazendo a maior tecnologia do início do século XX.

PORTO VELHO ONDE OS CAMINHOS SE CRUZAM

Trabalhadores EFMM-Portovelhando

Aqui se encontraram índios, beradeiros, nordestinos e imigrantes das mais diversas partes do mundo da Ásia, Europa e África. Mas, o sonho da economia gomífera não perdurou e Porto Velho adormeceu.

Porém, o eldorado floresceu e em pó, o ouro aluvial que vinha do rio Madeira fez com que novas frentes de trabalho se deslocassem de todas as partes do Brasil para as fofocas do rio. Mas a nova era constituinte legal ambiental mudará o rumo dessa sociedade, pois com a fiscalização e proibição da atividade garimpeira ilegal, a atividade no rio e a economia reduzirá.

Essa aglutinação humana no noroeste do Brasil, formou a porto velho de hoje. Nas margens do rio Madeira e da Ferrovia do Diabo fez-se os beradeiros, e nas aldeias os indígenas Karitiana, Cassupa e Kaxarari que são vistos no perímetro urbano, a procura de serviços de saúde ou de trabalho e renda.

Os seringueiros migraram para a zona urbana para o centro ou para periferia da cidade. Ou simplesmente transformaram-se em agricultores/extrativistas nas terras abandonadas por seringalistas. Litigiosas terras da economia agrícola do presente.

Muitos garimpeiros continuam a atividade mineradora, seja de forma legal ou ilegal, forjando e fomentando o centro e a periferia Porto-Velhense. Assim, Porto Velho juntamente com as diversidades históricas, espaciais, econômicas e linguísticas são também o centro político e administrativo do Estado de Rondônia.

PORTO-VELHENSE A, B, C, D, E e F

CPA-Portovelhando

Aqui se forma desde 1980-1990 uma classe de servidores públicos concursados ou comissionados, deste modo consolida a classe média Porto-Velhense que se desenvolve a partir do serviço público municipal, estadual e federal.

A história de Porto Velho é contínua e nos anos de aceleração do crescimento, duas usinas hidroelétricas estavam nos planos e uma nova frente migratória foi recebida. Brasileiros e profissionais das mais diversas regiões se deslocaram e se alocaram novamente em Porto Velho para construir o plano energético nacional.

A cidade cresce demograficamente e economicamente. A periferia expande de leste a sul abrigando as classes C, D, E e F, condomínios fechados e edifícios modernos são construídos no centro e norte da cidade, para abrigar a nova e velha classe A e B.

Dessa forma, se construiu e se constrói Porto Velho, por meio de fusões entre os forasteiros, indígenas e os beradeiros que ocupam a zona rural e urbana da cidade, de leste a oeste e de norte a sul.

MÚLTIPLOS CAMINHOS

portovelhense-portovelhando

Não importa de onde viemos, nem as histórias que trazemos, porque em Porto Velho no Trevo do Roque vamos nos cruzar, dissipar e sem nos conhecermos produziremos a cidade de múltiplos caminhos.

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